Olá colegas, conto aqui um
pouquinho de minha experiência com a escrita e, como são indissociáveis, com a
leitura. Meu pai era professor do Mobral quando eu era bebê, morávamos na
escola e era na sala de aula que eu costumava fazer minhas refeições, foi neste
ambiente que, espontaneamente, pois nada era direcionado a mim, aprendi a ler.
Minha primeira leitura consciente
foi com uns 5 anos, percebi que não estava repetindo os nomes das
farmácias, dos supermercados e demais
estabelecimentos do entorno onde, agora, meu pai mantinha um comércio de
roupas, já os conhecia pelos nomes, mas naquele momento a coisa era diferente,
aquele bando de letras faziam todo o sentido. Meu pai duvidou, havia ido contar-lhe imediatamente ,após alguns testes ele se convenceu e mostrou-se até mais feliz que eu
mesmo com o fato de eu ter aprendido a ler, ainda não frequentava escola nessa
época.
Com 7 anos, na 2ª série, era meu
primeiro ano na escola, recebemos a tarefa de realizar uma redação, narrativa,
a respeito de nossas férias, nesta redação usei o termo “bótimas” que seria uma
contração das palavras “bi” e “ótimas”, contração esta bastante utilizada
coloquialmente naquela época em nossa cidade, enfim, a redação foi corrigida
pela coordenadora que elogiou-a, no entanto, grifou a palavra e
escreveu de vermelho, “não usar gírias”.
Sobre o Blog
ResponderExcluirNa minha opinião o título para o Blog: “Novas reflexões sobre problemas matemáticos.”
Respondendo as perguntas:
a) Objetivo do curso MGME
Ampliar a formação dos professores para que possam participar de forma mais efetiva das práticas atuais que envolvem a leitura e escrita em diversos contextos, suportes e mídias, uma das exigências para uma participação mais efetiva, letrada e cidadã na sociedade.
Através do curso, trocar experiências com outros professores que efetivamente deram certo.
b) Criação do blog ( O porquê?)
Criamos o BLOG para que os componentes do grupo possam interagir de forma colaborativa em torno do tema escolhido.
c) Perfil
Sou professora da EE Prof. Joaquim Leme do Prado( 2,5 anos).
Conclui o curso superior em Campinas na PUCCAMP .
Voltei para o interior na cidade de Mirandópolis, lá lecionei pela primeira vez na escola onde estudei o Ensino Médio e no ano seguinte retornei para Campinas,onde tinha mais campo.
Gosto do que faço, procuro sempre me atualizar, através de cursos, trocando experiências com os colegas da escola, aprendo a cada dia a lidar com cada um dos meus alunos, enfim, minha formação é contínua.
d) Publicar depoimentos.
Recordando da minha infância, lembro como se fosse hoje; a palavra ônibus eu sempre pronunciava “ ombros”, um dia caminhando em direção à escola vi uma placa e lá estava escrito “ ônibus”, daí aprendi a falar corretamente esta palavra.
Então, essas pequeninas situações vão deixando marcas em nossas vidas, situações que jamais esquecemos.
Livros inesquecíveis foram:
1º) Os gibis e as fotonovelas ( ficava encantada com os atores)
2º) “ A ilha perdida” de Maria José Dupré
“ O escaravelho do diabo” de Lúcia Machado de Almeida.
As estórias destes livros me levaram ao encantamento, cada parágrafo era uma viagem inesquecível.
Estes foram livros da minha infância, é claro que não parei por aí. Agora, livros matemáticos no qual me fez entender que ler um simples resumo, não é suficiente, para entender e gostar da história foi necessário ler o livro na íntegra. O livro era: “ O diabo dos números” de Hans Magnus Ensensberger e outro que marcou foi: “ O homem que calculava” de Malba Tahan.
Temos que nos preocupar com a leitura , no caso de textos matemáticos, para que ela seja prazerosa e que estes sejam uma ferramenta que façam nossos alunos a gostar da matemática.
e) Inserir as contribuições que vocês julguem necessárias para o enriquecimento do BOLG.
Os autores: Gelson Iezzi, Osvlado Dolce, David Degenszajn, Roberto Périgo, Nilze de Almeida, do livro “ Matemática Ciência e aplicações” na apresentação do item :” Texto para estudo e reflexão”, tem um parágrafo que é super pertinente para o nosso tema que diz:
...” Em The end of education ( 1995), Postman defende que o significado da vida expressa-se por meio de uma narrativa, ou que sem uma narrativa a vida não tem significado; sem significado , a educação não tem propósito e a ausência de propósito é o fim da educação.”